terça-feira, 2 de agosto de 2016

Da Vida real

Eu queixo-me muito. Queixo-me que está frio,  que está calor,  que é noite, que é dia. Queixo-me que trabalho muito, ganho pouco e ninguém me reconhece como mereço. Sou uma mártire. Uma mártire dos queixumes.

E depois aparece-me uma cliente,  daquelas desde sempre,  desde que eu ainda nem eatava na loja. Uma cliente cujo neto, miúdo pequeno está a batalhar contra um cancro. Uma cliente cuja mãe, que a acompanhava muitas vezes às compras, mesmo já estando perto dos 90,  caiu e partiu a anca e não consegue andar. Uma cliente cuja vivacidade se perdeu em menos de um ano. Ficou com o cabelo todo branco. Está tão magra que a pele está quase transparente. Uma cliente que à minha frente estava a ter tonturas,  com vontade de chorar mas mesmo assim fazia uma força hercúlea para sorrir e disse-me com toda a força do Mundo "Eu tenho que acreditar,  eu QUERO acreditar, EU VOU CONSEGUIR".

E eu sinto-me uma merda. Uma mártire queixosa da feira. Porque não tenho nada de que me queixar. É verdade que ando cansada. É verdade que onde tinha olhos,  agora tenho dois buracos negros. Mas nada mais. Não tenho problemas a sério. Tenho os meus problemas, as minhas dores,  as minhas preocupações, mas há quem,  infelizmente,  esteja bem pior.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Aqui me confesso

Confesso que já estou um bocado farta de gente parva. Coisas como "não têm alfaces francesas*? Têm que ter porque as minhas amigas não param de me perguntar por elas, peçam- as ao vosso fornecedor" já me fazem revirar os olhos e acenar com a cabeça enquanto penso que na praia é que estava bem. Mas depois lembro-me que para ir para a praia é preciso dinheiro e continuo a trabalhar.

Também já estou farta de ver toda a gente a sair 1 minuto antes da hora se for preciso e aqui a parva fica mais 2 e 3 horas a trabalhar,  sem comer nada o dia todo, porque não gosta de deixar o trabalho nem por fazer nem para os outros fazerem (como quem sai logo,  faz).

A sério estou mesmo a precisar de férias a sério. Como não sabemos o que a Vida nos vai reservar até ao final do ano, este ano esbanjámos uma pipa de massa numas férias a sério. Vamos desligar do Mundo durante 8 dias inteiros (quer dizer, o facebook vai estar sempre actualizado com fotos paradisiacas para fazer invejas às galinhas xD).

Mas até lá, vamos esperando pelos Domingos para ir "queimar as bordas" como diz a minha amiga Cláudia :D

Férias,  podem vir depressa, sim?

* Alface francesa é um tipo de alface,  não são alfaces importadas de França xD

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Uma ajudinha, por favor - Protectores Solares

Ja alguém experimentou os protectores solares da Piz Buin? Eu já ouvi falar muito deles, é uma marca bem conhecida mas não tenho grande feedback. Valem a pena, tendo em conta os preços? Eu uso sempre o Nivea mas este ano estou com vontade de mudar. Contem-me tudo, não me escondam nada!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Depois de tantas sagas literárias já escritas, faltava mesmo a derradeira - A Saga do Bikini

É fantástico como quando uma pessoa tem mais pressa é quando mais se atrasa. Hoje mal acordei pus uma máquina da roupa a lavar para estender antes de sair de casa. Era a roupa de praia e toalhões de banho. Escusado será dizer que estava apertadinha de tempo quando a máquina parou. Mas apertadinha tipo faltarem 8 minutos para o autocarro. Mas para não perder o Sol maravilhoso, lá comecei a estender a roupa. Não sei muito bem como mas às tantas foi como se uma força divina me obrigasse a olhar para a corda e fiuuuum, só tenho tempo de ver o soutien do bikini a soltar-se e a cair. Morri. Meto a cabeça de fora e vejo que ficou preso na corda do 3○ andar (eu moro bo 6°). Ora bolas, era mesmo o que me faltava! Acabei de estender o resto da roupa, e vou a correr buscar a mala e saio. Bato à porta dos vizinhos na ideia que meto o bikini na caixa do correio e com sorte ainda apanho o autocarro. Maaaaas.... não está ninguém em casa! Lá volto a casa (resigno-me que vou chegar atrasada ao trabalho) e vou à janela espreitar o bikini. Está pendurado na corda e não há nem uma brisa, é que nem uma respiração de passarinho. Claro, típico. Escrevo um papel a correr a pedir à vizinha (eu nem sei quem mora lá, mas imagino que haja uma vizinha...) para me guardar o bikini ou mo meter na caixa do correio e muitoa agradecimentos e tal. Lá fui para o trabalho, a maldizer a minha vida e lembrar-me que o raio do bikini ainda foram uns 15€ e que não me apetecia nada ter que comprar outro, que este mês está a ser ridiculamente longo e caraças que isto de ser pobre e nem ser gira é um desespero e mimimi, que até me chateio a mim própria. Bem, a verdade é que no trabalho nem me lembrei do bikini, e concentrei o pensamento noutras àreas de maldizência da minha vida. Mas assim que saí, toca a correr até casa. Como o autocarro parou na parte de trás do prédio, fui pelo meio da relva para ver se já o tinham tirado da corda. Sóóóó que não! Pior, as janelas estavam todas fechadas! Esqueci-me que a malta já começa a desaparecer para ir de férias (ou na volta nem mora ali ninguém). Bem, plano B. Vou buscar um varão de cortinado que tenho ali encostado à anos à espera que eu o meta e como ele é extensível deve dar para desde o 2° andar tirar o bikini da corda. Só vos digo, que figurinha, toda suada, deapenteada e com um pau de 3 metros na mão lá desci até ao 2° andar. Toco à porta..... e  nada. COMO É QUE É POSSÍVEEEEL? Mas já não há desempregados e idosos nesta cidade?? Carago, voltei para casa e vi que na corda do 2° andar estavam penduradas fuas toalhas. Ou seja, quando elas desaparecessem é porque havia gente em casa. Passado uma hora ainda lá estavam as putas das toalhas, estava uma ventania digna de um tufão e o meu bikini estava e-xac-ta-men-te no mesmo sítio. Ai que desespero. Às tantas lembrei-me de tentar montar um engenho com molas da roupa e linha, para ver se atirava o bikini para o chão. A sério, só visto porque contado ninguém acredita. Parecia uma maluca, co uma mola pendurada a balancar três andares abaixo de mim. É que depois o vento só fazia a mola balançar e nada do bikini cair
 Eu até já falava sozinha! Eu só dizia "Mass caaaaai, caaaaai" mas não caía. Puxei a mola para cima e juntei outra mola, para fazer mais peso. Vai não vai e às tantas nào sei como mas as molas ficaram presas na corda mesmo ao lado do bikini. Ai jesus, sem bikini, sem molas..... que raio fiz eu? Olhem, comecei a ficar tão chateada que comecei a abanar aquela merda toda, para qualque coisa cair, o bikini, as molas, o prédio, whatever!!! Finalmente lá caiu o bikini!! Escusado será dizer que quase voei para o ir buscar. Perdi foi duas molas porque ficaram agarradas à corda da vizinha. Imagino quando ela chegar e vir duas molas da roupa todas enroladas em linha de costura, ahahaha.

Mas eu mereço tanto sofrimento? 😛

domingo, 26 de junho de 2016

Temas de Verão extremamente importantes de serem debatidos, na esperança que alguém mude o Mundo

O que é o melhor do Verão? Ok, muitas coisas desde a fruta maravilhosa até às cálidas noites em que se fica até altas horas da noite na rua. Maaas, a praaaaia é fundamental. Eu deteesto areia. Para mim as praias eram feitas em relva. Como não é possível, tento manter a toalha imaculada de demoníacos grãos de areia. Só que tenho seeeeeempre o mesmo problema, a areia começa a entrar pela parte de baixo da toalha. Porquê? Porque das duas uma, ou tenho a cabeça na toalha e os pernis de fora ou vice versa. E a minha questão é: porque raio é que não há ninguém neste mundo que faça uma toalha mais comprida e ligeiramente mais larga? É para não gastar pano? Eu pago senhores! A sério, alguém que se chegue à frente com toalhas de 2,50m de comprimento e 2m de largura, eu alinho.



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Mood para hoje:

"Qualquer dia dou-lhe dois bananos naquela cara que emagrece logo 30 kgs de uma vez"

Estamos assim -.-'

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Tristemente, Eu.

Eu sou aquela género de pessoa que se abro a boca ou entra mosca ou sai asneira.

Fui visitar ao hospital uma grande amiga de familia que está  estado terminal. É daqielas pessoas que ainda eu não era nascida e ela já fazia parte da casa, da familia.
Chego lá e o que é que digo? "Olá, então, tudo bem?".

Tudo bem? A séééério? Claaaro que não está tudo bem! Ohhhh paaaah mas quaaando é que isto vai deixar de mr acontecer? Eu achava que deixavamos de dizer estes disparates, sei lá, depois de sairmos da escola!

Boca fechada, Ádes, boca fechada.